A gestora acredita que as fusões e aquisições em Portugal vão
continuar, em 2007, mas deverão "observar-se mais em empresas cotadas e
não cotadas de pequena e média dimensão no contexto da realidade
nacional, até porque as operações anunciadas em 2006 cobrem uma parte
significativa das grandes empresas cotadas existentes em Portugal".
Em termos sectoriais a Personal Value entende "que será o sector
financeiro, tal como espera que aconteça a nível mundial, o mais
propício à realização de F&A, sobretudo por via de aquisição de
bancos de média dimensão por parte de bancos internacionais que
pretendem tomar posição no mercado nacional."
O Banif e o Finibanco são apontados como alvos potenciais no médio prazo.
Para justificar a continuação do movimento de F&A a gestora
chama a atenção para o facto de "os fundos de private equity terem 1,6
biliões de dólares disponíveis para investir, numa combinação entre
fundos próprios e acesso ao mercado de crédito".
Além disso, "a Morgan Stanley realizou no passado mês de Setembro um
inquérito a uma amostra de CFO de empresas que constituem a lista da
Fortune 1000 que referiam que F&A era a prioridade número um em
termos utilização de capital para o ano de 2007, em contraste com o
sétimo posto que ocupava no ano transacto".
"Facilmente se pode concluir que a tendência irá continuar durante
2007, uma vez que o contexto económico e dos mercados de capitais é
favorável, para além de que existe capital e predisposição para
investir", estima Luis Ferreira, analista da PV.
Fonte: Jornal de Negócios